segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Admiro a humildade das mariposas que suportam a claustrofobia do casulo, a dor da metamorfose natural, apenas para desfrutarem da breve liberdade e do calor emanado pelas lâmpadas nuas que iluminam aquilo que nasceu para ser escuro...Nós vivemos uma longa vida, repleta de tempo perdido em um lugar chamado "Engano". Gostaria de não escrever sobre isto, mas vejo uma da minha janela fazendo círculos em volta do poste em frente à minha casa. Não percebo hesitação em seus movimentos, mesmo que sejam por puro instinto. Nós precisamos de GPS para nos descolarmos na cidade em que nascemos. Somos estranhos tão íntimos quanto a raposa e o cordeiro. Desconhecemos a paz porque temos, por natureza, um coração belicoso. Uns mais, outros menos, mas não neguemos isto, por favor, só complicaríamos as coisas. Como as mariposas, mudamos com o nosso "casulo" chamado "dor", mas nem sempre para melhor. Temo sair de casa e me deparar com estas pessoas que se recusam a assumir que estão erradas. O trânsito mata. Uma simples discussão no trânsito mata. Por quem então, não circulamos em volta da luz? Talvez descubramos que coisas simples e, a princípio, sem sentido possam nos proporcionar boas gargalhadas. Pessoas que sorriem com frequência em um mundo carente de sorrisos são belas mariposas.
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Belissimo
ResponderExcluirObrigada, Paulo Montes, pelo carinho.
ExcluirForte e preciso.
ResponderExcluirObrigada, Renato Paes Leme. Que bom seria se prestássemos mais atenção a estas coisas tão simples e encantadoras.
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